domingo, 31 de julho de 2011

História Geral – História Local

Um projecto em desenvolvimento...
(No rescaldo de uma acção de formação)
 
Este espaço é dedicado à História Local de Viana do Castelo. Situa-se na linha desenvolvida durante uma  acção de formação de professores do ensino secundário, que fomos convidado a orientar, na Escola Secundária de Monserrate (Viana do Castelo), de 2 de Março a 19 de Maio de 2004.

          A História Local faz parte da História Total.  Sendo a História a consciência que os homens têm de si próprios  como comunidade,  o interesse da História Local  advém do facto de ser ela a única ponte de  acesso directo  à  História Total,  de tal modo que o melhor se não até o único caminho para chegarmos à compreensão de uma terá de passar através da outra.
       Ela permitir-nos-á:
-        Adquirir um conhecimento mais profundo da História da comunidade em que estamos inseridos;
-        Aprofundar o conhecimento das relações da História local com a História total, como um todo inseparável;
-       Recolher os instrumentos de estudo necessários para despertar o interesse de todos e especialmente dos mais jovens pelo conhecimento da História local e através dela na História total.
-        Conhecer os sítios, monumentos, obras de arte e documentos escritos fundamentais para o conhecimento e a compreensão da História local.

Conteúdos fundamentais:

1.      Pré-história e arqueologia:
1.1.       Economias recolectoras.
1.2.       Economias produtoras.
1.3.       A sociedade castreja.

2.      História antiga:
2.1.       Romanização.
2.2.       Cristianização.
2.3.       A religiosidade popular.
2.3.1.      Cristianização de cultos indígenas.
2.3.2.      Pelagianismo.
2.3.3.      Monaquismo.

3.      A primeira Idade Média:
3.1.       Suevos e Visigodos. Dioceses e Paróquias.
3.2.       Ocupação muçulmana. Os moçárabes.
3.3.       A reconquista
3.3.1.      As presúrias territoriais.
3.3.2.      A organização do território e da propriedade.
3.3.3.      As diferenças sociais.

4.      Nas origens de Portugal:
4.1.       Organização administrativa e militar: terras  ou tenências e julgados.
4.2.       Comunidade naturais: concelhos de município e concelhos de aldeia; os forais.
4.3.       A reorganização diocesana e paroquial.
4.4.       A renovação monástica. As ordens religiosas.
4.5.       A arte românica: igrejas e mosteiros; torres e castelos.
4.6.       Desenvolvimento urbano e desenvolvimento cultural:
4.6.1.      A arte gótica.
4.6.2.      As cantigas de amigo e as cantigas de Santa Maria .

5.      A crise do século XIV:
5.1.       Crise demográfica, económica e social:
5.1.1.      A peste.
5.1.2.      A crise de rendimentos e a crise social.
5.1.3.      Juizes de fora, corregedores e vereadores.
5.1.4.      Política de doações.
5.1.5.      O descontentamentos dos povos.
5.2.       Crise dinástica:
5.2.1.      As alianças matrimoniais e os municípios.
5.2.2.      As campanhas militares de 1383-1385 no Alto Minho.

6.      O crescimento dos séculos XV e XVI:
6.1.       O crescimento urbano:
6.1.1.      A vila de Viana no século XV
6.1.2.          A administração eclesiástica de Valença e a construção da nova igreja.
6.1.3.      A chegada dos franciscanos
6.2.       Uma nova época de prosperidade:
6.2.1.      A passagem de D. Manuel I e as transformações de Viana.
6.2.2.      A arte manuelina no Alto Minho.
6.2.3.      As expedições marítimas (João Álvares Fagundes e outros).
6.2.4.      O horizonte do Brasil.
6.3.       A nova sociedade vianense:
6.3.1.      Nobres e burgueses.
6.3.2.      As casas quinhentistas.
6.3.3.      Os conventos de Sant’Ana e de S. Bento.
6.3.4.      A Irmandade dos Mareantes.
6.3.5.      A Misericórdia.

7.      A crise dinástica:
7.1.       D. António em Viana
7.2.       A fortaleza de Santiago da Barra.
7.3.       D. Frei Bartolomeu dos Mártires.
7.4.       A contra-reforma: o convento de S. Domingos
7.5.       Os marinheiros de Viana.
7.6.       As crises económicas e a Restauração.

8.      Da Restauração ao Marquês de Pombal
8.1.       As guerras da Restauração no Alto Minho
8.2.       Engenheiros militares e arquitectos.
8.2.1.      Miguel de Lescole.
8.2.2.      Manuel Pinto de Vilalobos e a sua escola.
8.3.       O ouro do Brasil.
8.3.1.      Os solares.
8.3.2.      As igrejas: os azulejos e o “barroco nacional”.

9.      Do Marquês de Pombal ao Liberalismo:
9.1.1.      Reflexos da política pombalina no porto de Viana.
9.1.2.      Realizações do último barroco: André Soares em Viana.
9.1.3.      Reforma da Universidade e manufacturas – Vandelli e a renovação das faianças: a fábrica de louça de Viana (Darque).
9.1.4.      As invasões francesas e a reforma administrativa: a elevação de Viana a capital de distrito e a cidade.
9.1.5.      A extinção dos conventos.
9.1.6.      A patuleia e a Maria da Fonte. A visita da Rainha.

10.  Séculos XIX e XX:
10.1.   A nova política de transportes: as estradas, o caminho de ferro, a ponte, o porto de mar.
10.2.   Reflexos urbanísticos da política de transportes.
10.3.   A construção naval.
10.4.   A cultura e o ensino: as escolas. A cultura: o Teatro, o Museu. O desenvolvimento da    imprensa: o exemplo de “A Aurora do Lima”.
10.5.   Turismo, festas,  “folclore”, turismo. Evasão ou busca de uma identidade?
10.6.  Perspectivas do futuro.

11.Alguma bibliografia:

Cada tema justifica a sua própria bibliografia, quando ela existir. Com função meramente introdutória, indicam-se desde já algumas obras de carácter geral:

Armando Coelho Ferreira da Silva – A Cultura Castreja no Norte de Portugal, Porto, 1986.
A. de Almeida Fernandes – Como nasceu Viana, Viana, 1959.
José Marques – O censual do Cabido de Tui para o arcediagado da terra de Vinha, Braga, 1980.
Manual Aguiar Barreiros – Egrejas e Capelas Românicas da Ribeira Lima, Porto, 1926.
Carlos Alberto Ferreira de Almeida - Alto Minho, Lisboa, 1987.
João Vieira Caldas e Paulo Varela Gomes – Viana do Castelo, Lisboa, 1990.
José Rosa Araújo – Serão, 3 vol., Caminha, 1982-1989.
Manuel António Fernandes Moreira – O porto de Viana na época dos descobrimentos, Viana, 1984; Idem – Os mercadores de Viana e o Comércio do Açúcar Brasileiro, Viana, 1990; etc.
Francisco José Carneiro Fernandes – Tesouros de Viana, Viana, 1999.
José Escaleira e José Carlos Loureiro – Feiras e Mercados de Viana, Viana, 2001.
Mário Gonçalves Fernandes – Viana do Castelo. A Consolidação da Cidade (1885-1926), Lisboa, 1995.
Manuel Inácio Rocha – O Real Colégio das Chagas, Viana, 1996; Idem – O Lar de Santa Teresa, Viana, 2002.
José Caldas – História de um Fogo Morto, 2.ª ed. /fac-sim.), Viana, 1990.
Henrique Rodrigues – Emigração e Alfabetização, Viana, 1995.
José Subtil e Ana T. Gaspar – A Câmara de Viana do Minho nos Finais do Antigo Regime, 2 vol., Viana, 1998.
Rui Graça Feijó – Liberalismo e Transformação Social, Viana, 1992.
José Viriato Capela – A Revolução do Minho de 1846, Viana, 1999;
António Matos Reis – Fundação de Viana. O Foral de D. Afonso III, Viana, 1994; Idem – Caminhos da História da Arte no Noroeste de Portugal no primeiro quartel do século XVIII, Viana, 1995; Idem – Viana em 1517  - Urbanismo, demografia, sociedade, Viana, 1995; Idem – Entre o sucesso e a desgraça: Pero do Campo Tourinho, fundador de Porto Seguro, Viana, 2000; Idem – A Louça de Viana na época áurea da faiança portuguesa, Lisboa, 2003; Idem – Lopes - Uma Família de Artistas em Portugal e na Galiza, Guimarães, 1989; Idem – Viana: a cidade através do tempo, Viana do Castelo, 1992; Idem – A arte da  época dos descobrimentos no Alto Minho, Viana, 1966; Idem – Roteiro do Museu Municipal de Viana do Castelo, Viana, 2001.
 António Matos Reis

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