Um projecto em desenvolvimento...
(No rescaldo de uma acção de formação)
Este espaço é dedicado à História Local de Viana do Castelo. Situa-se na linha desenvolvida durante uma acção de formação de professores do ensino secundário, que fomos convidado a orientar, na Escola Secundária de Monserrate (Viana do Castelo), de 2 de Março a 19 de Maio de 2004.
A História Local faz parte da História Total. Sendo a História a consciência que os homens têm de si próprios como comunidade, o interesse da História Local advém do facto de ser ela a única ponte de acesso directo à História Total, de tal modo que o melhor se não até o único caminho para chegarmos à compreensão de uma terá de passar através da outra.
Ela permitir-nos-á:
- Adquirir um conhecimento mais profundo da História da comunidade em que estamos inseridos;
- Aprofundar o conhecimento das relações da História local com a História total, como um todo inseparável;
- Recolher os instrumentos de estudo necessários para despertar o interesse de todos e especialmente dos mais jovens pelo conhecimento da História local e através dela na História total.
- Conhecer os sítios, monumentos, obras de arte e documentos escritos fundamentais para o conhecimento e a compreensão da História local.
Conteúdos fundamentais:
1. Pré-história e arqueologia:
1.1. Economias recolectoras.
1.2. Economias produtoras.
1.3. A sociedade castreja.
2. História antiga:
2.1. Romanização.
2.2. Cristianização.
2.3. A religiosidade popular.
2.3.1. Cristianização de cultos indígenas.
2.3.2. Pelagianismo.
2.3.3. Monaquismo.
3. A primeira Idade Média:
3.1. Suevos e Visigodos. Dioceses e Paróquias.
3.2. Ocupação muçulmana. Os moçárabes.
3.3. A reconquista
3.3.1. As presúrias territoriais.
3.3.2. A organização do território e da propriedade.
3.3.3. As diferenças sociais.
4. Nas origens de Portugal:
4.1. Organização administrativa e militar: terras ou tenências e julgados.
4.2. Comunidade naturais: concelhos de município e concelhos de aldeia; os forais.
4.3. A reorganização diocesana e paroquial.
4.4. A renovação monástica. As ordens religiosas.
4.5. A arte românica: igrejas e mosteiros; torres e castelos.
4.6. Desenvolvimento urbano e desenvolvimento cultural:
4.6.1. A arte gótica.
4.6.2. As cantigas de amigo e as cantigas de Santa Maria .
5. A crise do século XIV:
5.1. Crise demográfica, económica e social:
5.1.1. A peste.
5.1.2. A crise de rendimentos e a crise social.
5.1.3. Juizes de fora, corregedores e vereadores.
5.1.4. Política de doações.
5.1.5. O descontentamentos dos povos.
5.2. Crise dinástica:
5.2.1. As alianças matrimoniais e os municípios.
5.2.2. As campanhas militares de 1383-1385 no Alto Minho.
6. O crescimento dos séculos XV e XVI:
6.1. O crescimento urbano:
6.1.1. A vila de Viana no século XV
6.1.2. A administração eclesiástica de Valença e a construção da nova igreja.
6.1.3. A chegada dos franciscanos
6.2. Uma nova época de prosperidade:
6.2.1. A passagem de D. Manuel I e as transformações de Viana.
6.2.2. A arte manuelina no Alto Minho.
6.2.3. As expedições marítimas (João Álvares Fagundes e outros).
6.2.4. O horizonte do Brasil.
6.3. A nova sociedade vianense:
6.3.1. Nobres e burgueses.
6.3.2. As casas quinhentistas.
6.3.3. Os conventos de Sant’Ana e de S. Bento.
6.3.4. A Irmandade dos Mareantes.
6.3.5. A Misericórdia.
7. A crise dinástica:
7.1. D. António em Viana
7.2. A fortaleza de Santiago da Barra.
7.3. D. Frei Bartolomeu dos Mártires.
7.4. A contra-reforma: o convento de S. Domingos
7.5. Os marinheiros de Viana.
7.6. As crises económicas e a Restauração.
8. Da Restauração ao Marquês de Pombal
8.1. As guerras da Restauração no Alto Minho
8.2. Engenheiros militares e arquitectos.
8.2.1. Miguel de Lescole.
8.2.2. Manuel Pinto de Vilalobos e a sua escola.
8.3. O ouro do Brasil.
8.3.1. Os solares.
8.3.2. As igrejas: os azulejos e o “barroco nacional”.
9. Do Marquês de Pombal ao Liberalismo:
9.1.1. Reflexos da política pombalina no porto de Viana.
9.1.2. Realizações do último barroco: André Soares em Viana.
9.1.3. Reforma da Universidade e manufacturas – Vandelli e a renovação das faianças: a fábrica de louça de Viana (Darque).
9.1.4. As invasões francesas e a reforma administrativa: a elevação de Viana a capital de distrito e a cidade.
9.1.5. A extinção dos conventos.
9.1.6. A patuleia e a Maria da Fonte. A visita da Rainha.
10. Séculos XIX e XX:
10.1. A nova política de transportes: as estradas, o caminho de ferro, a ponte, o porto de mar.
10.2. Reflexos urbanísticos da política de transportes.
10.3. A construção naval.
10.4. A cultura e o ensino: as escolas. A cultura: o Teatro, o Museu. O desenvolvimento da imprensa: o exemplo de “A Aurora do Lima”.
10.5. Turismo, festas, “folclore”, turismo. Evasão ou busca de uma identidade?
10.6. Perspectivas do futuro.
11.Alguma bibliografia:
Cada tema justifica a sua própria bibliografia, quando ela existir. Com função meramente introdutória, indicam-se desde já algumas obras de carácter geral:
Armando Coelho Ferreira da Silva – A Cultura Castreja no Norte de Portugal, Porto, 1986.
A. de Almeida Fernandes – Como nasceu Viana, Viana, 1959.
José Marques – O censual do Cabido de Tui para o arcediagado da terra de Vinha, Braga, 1980.
Manual Aguiar Barreiros – Egrejas e Capelas Românicas da Ribeira Lima, Porto, 1926.
Carlos Alberto Ferreira de Almeida - Alto Minho, Lisboa, 1987.
João Vieira Caldas e Paulo Varela Gomes – Viana do Castelo, Lisboa, 1990.
José Rosa Araújo – Serão, 3 vol., Caminha, 1982-1989.
Manuel António Fernandes Moreira – O porto de Viana na época dos descobrimentos, Viana, 1984; Idem – Os mercadores de Viana e o Comércio do Açúcar Brasileiro, Viana, 1990; etc.
Francisco José Carneiro Fernandes – Tesouros de Viana, Viana, 1999.
José Escaleira e José Carlos Loureiro – Feiras e Mercados de Viana, Viana, 2001.
Mário Gonçalves Fernandes – Viana do Castelo. A Consolidação da Cidade (1885-1926), Lisboa, 1995.
Manuel Inácio Rocha – O Real Colégio das Chagas, Viana, 1996; Idem – O Lar de Santa Teresa, Viana, 2002.
José Caldas – História de um Fogo Morto, 2.ª ed. /fac-sim.), Viana, 1990.
Henrique Rodrigues – Emigração e Alfabetização, Viana, 1995.
José Subtil e Ana T. Gaspar – A Câmara de Viana do Minho nos Finais do Antigo Regime, 2 vol., Viana, 1998.
Rui Graça Feijó – Liberalismo e Transformação Social, Viana, 1992.
José Viriato Capela – A Revolução do Minho de 1846, Viana, 1999;
António Matos Reis – Fundação de Viana. O Foral de D. Afonso III, Viana, 1994; Idem – Caminhos da História da Arte no Noroeste de Portugal no primeiro quartel do século XVIII, Viana, 1995; Idem – Viana em 1517 - Urbanismo, demografia, sociedade, Viana, 1995; Idem – Entre o sucesso e a desgraça: Pero do Campo Tourinho, fundador de Porto Seguro, Viana, 2000; Idem – A Louça de Viana na época áurea da faiança portuguesa, Lisboa, 2003; Idem – Lopes - Uma Família de Artistas em Portugal e na Galiza, Guimarães, 1989; Idem – Viana: a cidade através do tempo, Viana do Castelo, 1992; Idem – A arte da época dos descobrimentos no Alto Minho, Viana, 1966; Idem – Roteiro do Museu Municipal de Viana do Castelo, Viana, 2001.
António Matos Reis
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